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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Amigos Imortais

1. ESTOU FICANDO VELHO. Sou do tempo que se jogava na grama. Talvez até esteja sendo um pouco engenhoso, sou do tempo que se jogava...No capim. Criado no interior até meus oito (8) anos de idade - às margens do mar da praia do cassino - o que nos faltava era bola de couro, mas a grama não, esta tinha em abundância - ontem tive uma crise de meia idade... Ou terceira...São 55 anos bem vividos,mas algumas coisas ainda chocam, mesmo que volta e meia num ímpeto de egocentrismo eu pense: já vi de tudo.   A bola podia ser qualquer coisa redonda que não fosse de pedra ou de ferro, servia até as meias de nylon da mãe, ou a câmara da velha e furada bola de verdade. Naquela época uma bola tinha que durar o ano inteiro, se furasse antes, azar, inventa. Só não valia a cabeça do adversário. Éramos mais civilizados, um pouco. Filho temporão de um ferroviário (51) com uma costureira (43), aprendi em casa jogar e gostar de bola em casa com meu pai que tinha sido jogador profissional entre outros do S C Rio Grande, o mais velho do Brasil. Meu pai, nascido em 1908, pode acompanhar o nascer do futebol no Brasil e me contava histórias que até hoje guardo encantadas na memória. Entre tantas falava sobre o desregramento do futebol. Nos primórdios o goleiro não tinha como fazer cera, ele defendia e se livrava da bola com a urgência de um bombeiro. Por que? Porque não tinha falta nele. Se o cara entrasse com os 2 pés no peito Dele e enfiasse para dentro do gol era GOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLL.  E saia o agressor para o abraço. Assim era a vida de goleiro...O futebol evoluiu,mas ONTEM, senhores, quando eu via aquela grama tive a sensação de que eu era o goleiro e o Noveleto era o atacante que me enfiou os 2 pés no peito. E me jogou pra longe. Gol dele.


2 PENALTI SEU JUIZ. E LHE DERAM NOTA 8 !?  Pois com dez minutos do segundo tempo o jogo poderia ter encerrado fosse apitado por um juiz competente.  Acompanhando as jogadas de longe, mal posicionado, ele apitou todo o jogo mediocremente mas, aos 10 do segundo tempo ele completou a obra prima que lhe falta para dar aquele toque de genialidade que leva alguém do médio para o péssimo. Por mais incrível que pareça ele estava, naquele lance, muito bem posicionado. De frente para ele. Borges foi derrubado num pênalti de concurso e o camarada... Não deu. Ai eu escuto duas pérolas:
2.1. A primeira: o lance acabou não influenciando no resultado do jogo. Ahhhhhh Páááááraaaaaaaa! Mais do que influenciar no resultado do jogo pode ter influenciado nos próximos jogos. Tivesse marcado e sendo convertido - que é a regra, pênalti se converte não vamos aqui agora lidar com a excepcional idade - o Grêmio tocaria a bola naquele gramado de borracha e não precisaria se matar` em campo para logo após o empate ter que, de novo, passar à frente. Tivesse sido competente o péssimo árbitro do jogo e talvez não houvesse as lesões com as baixas que tivemos. Esforço físico redobrado.  É pouco?
2.2. A segunda: recebeu um 8 do comentarista porque este lance não teria sido decisivo, na esteira do pensamento idiota acima. Por favor, o cara comete um erro capital e entra no céu. Ou eu não entendo nada de conceitos ou então estão entendendo de mais.

3. A PÉROLA NEGRA E O SEU VERARDI. Pois houve um prenúncio de vitória e de quem partiria na tarde de sábado quando o Canal Brasil apresentou um documentário sobre Luiz Melodia. Sem jogar uma grande partida - 5 kg mais pesado e alguns segundos mais lentos como referiu o WC - Borges foi decisivo no passe precioso para o golaço do Guri. E teve o pênalti. Borges a pérola negra. Por outro lado, sem ser vistoso, W Magrão é um operário que pega no pesado. Ontem ele foi o próprio seu Verardi, discreto, mas nem por isto deixou de ser decisivo. E ainda cometeu um ato falho fantástico na entrevi ta ao se referir sobre a qualidade dos jogadores do adversário: “não vão ficar no cruzeiro” !

4. COELHO AZUL NA BORRACHARIA.  A grama de borracha é uma solene porcaria. Já disse, não sou de ver cabelo em ovo, mas tem alguma coisa entre a nossa vã filosofia e o céu que não está captando este baita comercial dela patrocinado pelo dono do time e do campinho, já que o Zequinha não tem dinheiro para comprar um travessão. A paixonite do Presidente do Cruzeiro por ela, dizendo cogitar de colocar na arena cachoeirinha, também soou curiosa. Não me admiraria se aparecer uma empresa comercializando o produto e ela for ligada a um, a outro ou a ambos. Há anos atrás o Zé Duarte - aquele do bailão do beira rio - inventou treino com bola de borracha: era um visionário. No futuro teremos juiz de plástico, torcida de silicone e comentaristas de... Bem estes alguns já são. Mas em plena borracharia enfiamos 3 ovos azuis no cruzeiro e de lambuja mandamos um recado pro Noveleto. Soca esta grama! Quem paga pela lesão do Lucio - se acharem que a do Vitor não foi pelo campo a do Lucio foi?  Proporia uma vaquinha entre o Noveleto e Presidente do Cruzeiro e aquele juizinho ruinzinho.

5. TORCIDA DE OURO. Pra finalizar ontem mostramos que o Presidente do Cruzeiro é mesmo muito burro ou tem interesse na jogada. Fosse esperto topava o jogo no Olímpico, campo muito mais neutro que qualquer outro pequeno, porque o cruzeiro não tem torcida e então fica um caldeirão, contra a imensidão do Monumental. Lá por sinal o cruzeiro já tinha precedente de se dar bem. Pois ontem a massa tricolor foi lá e enfiou nele, também, a avalanche tricolor. Pois ele que durma abraçado no coelho cruzeirista. Quem nasce para cruzeiro nunca chega a real.

Carlos Josias Menna de Oliveira

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